Coescrita e Pesquisa Acadêmica com IA: curso e mentoria


Curso: teoria e prática orientada (8h)

O curso foi desenhado como uma introdução estruturada ao uso da IA na pesquisa acadêmica.

Eixos principais

  • Uso do ChatGPT na leitura e escrita acadêmica
  • Engenharia de contexto (como “conversar” com o modelo)
  • Organização de bibliografia
  • Limites e possibilidades da pesquisa com IA
  • Diferença entre uso superficial e uso reflexivo

Referências conceituais

O curso articula prática com base teórica, incluindo:

  • Ethan Mollick
  • Luciano Floridi
  • Pierre Lévy
  • Bruno Latour
  • Yuk Hui

A ideia é equilibrar prática + reflexão.


Mentoria: aplicação direta na pesquisa

Além do curso, estou oferecendo mentoria individual, voltada para quem deseja aplicar essas estratégias diretamente em seu trabalho.

Para quem é mais indicada

  • estudantes de mestrado e doutorado
  • pesquisadores
  • professores

O que trabalhamos

  • organização de textos e capítulos
  • uso da IA como tutor de escrita
  • revisão e estruturação argumentativa
  • criação de fluxos de trabalho com IA (incluindo RAG simples)

Importante:
A mentoria não é orientação acadêmica formal — não avalio objeto, metodologia ou bibliografia. O foco é a IA como forma de mediação no processo de pesquisa e escrita.

Informações

Curso (8h)
Formato online
Horário: 19h às 21h
Novas datas: 28 e 30 de abril / 05 e 07 de maio
Vagas limitadas
Valor: R$ 450
Inscrições via Sympla (link)
Pagamento via Sympla
(com opção de parcelamento no cartão.)
Descontos para comunidade UFBA (entre em contato)

Mentoria individual (ou grupo pequeno)
Formato online
Valor: R$ 250 – 1h30
Formulário de contato (link)
Pagamento via Mercado Pago
(com opção de parcelamento no cartão)

Contato- oficinald.contato@gmail.com



Uma nova ecologia da escrita

Há algo novo acontecendo na forma como pensamos, lemos e escrevemos.

Não se trata apenas de uma “nova ferramenta”, mas de uma mudança mais profunda: a emergência de sistemas capazes de participar do processo de produção de conhecimento. A inteligência artificial generativa — especialmente os modelos de linguagem — introduz um novo tipo de mediação entre o pesquisador e o texto. Escrever, hoje, pode ser uma coescrita.

Ao mesmo tempo, esse movimento começa a ser reconhecido institucionalmente. As novas diretrizes do CNPq (link) apontam para a necessidade de uso responsável e transparente da inteligência artificial na pesquisa, reforçando princípios como autoria, rastreabilidade e integridade científica. Ou seja, não se trata de proibir ou evitar essas tecnologias, mas de aprender a utilizá-las de forma crítica, situada e eticamente orientada.

É nesse contexto que desenvolvi a proposta desse curso e da mentoria em coescrita e pesquisa acadêmica com IA.


Da ferramenta à mediação

Durante muito tempo, tecnologias digitais foram pensadas como instrumentos: buscadores, editores de texto, bases de dados. Com os modelos de linguagem, a situação muda.

O que está em jogo na pesquisa acadêmica

A introdução da IA no campo acadêmico levanta questões importantes:

  • Como fazer leitura e revisão bibliográfica com IA?
  • Como organizar referências e construir argumentos?
  • Como usar IA sem perder rigor, autoria e responsabilidade?
  • Onde estão os limites éticos e epistemológicos?

A proposta não é substituir o pesquisador, mas reconfigurar o seu papel.

A IA pode atuar como:

  • apoio à leitura e síntese
  • organizadora de contexto
  • assistente de escrita
  • ferramenta de experimentação conceitual

Mas sempre como mediação — nunca como substituição do pensamento.

Talvez estejamos entrando em uma nova fase da cultura escrita.

Se antes o desafio era acessar informação, hoje o desafio é organizar, interpretar e dialogar com sistemas que também produzem texto.

A coescrita com IA não elimina o autor — mas exige um autor diferente:

  • mais consciente das mediações
  • mais atento ao contexto
  • mais responsável pelas escolhas

Em outras palavras: menos executor, mais curador e articulador.

Não apenas sobre o que a IA faz, mas sobre o que fazemos com ela — e o que ela faz conosco.

Sobre

Andre Stangl

Sou filósofo e educador digital, doutor em Comunicação Digital pela USP, mestre em Cultura Digital pela UFBA e graduado em Filosofia pela UFBA. Atuo como professor e pesquisador visitante no Instituto de Saúde Coletiva da UFBA (ISC-UFBA), além de ser colunista do Jornal Correio (BA) e coordenador da Oficina de Linguagens Digitais.

Minha trajetória reúne pesquisa, ensino e prática na interseção entre inteligência artificial, educação e produção do conhecimento. Nos últimos anos, venho desenvolvendo e aplicando metodologias de coescrita com IA, explorando como esses sistemas podem atuar como mediadores no processo de leitura, organização e escrita acadêmica.

Tenho experiência na criação e condução de cursos, oficinas e mentorias voltados ao uso crítico e prático da IA na pesquisa, com foco em estratégias como engenharia de contexto, análise de textos e organização de bibliografia. Meu trabalho combina fundamentação teórica com aplicação direta, ajudando pesquisadores e profissionais a integrar a IA de forma consistente, ética e produtiva em seus processos de trabalho.

Mais informações em meu site pessoal (link)

Veja exemplos de coescrita (aqui)

Na midia:

https://www.correio24horas.com.br/salvador/colunista-do-correio-andre-stangl-oferece-curso-e-mentoria-sobre-ia-na-pesquisa-academica-0326

(coescrito com IA)

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