Recebi nesta semana a notícia de que a Oficina de Linguagens Digitais passou a integrar o Mapa Brasileiro da Educação Midiática.
A iniciativa reúne experiências de todo o país voltadas ao uso crítico, responsável e criativo das mídias, conectando escolas, universidades, coletivos e organizações que atuam na formação para a cidadania digital.

O projeto é coordenado pela Secretaria de Comunicação Social, com apoio do Governo do Reino Unido no Brasil, parceria do Porvir e cooperação da UNESCO.
Em sua edição mais recente, o mapeamento reuniu 496 iniciativas inscritas, das quais 226 foram selecionadas a partir de um processo de sistematização e curadoria institucional, voltado à identificação de práticas mais consolidadas no campo da educação midiática.

A presença da Oficina nesse conjunto ajuda a dar contorno a algo que, desde o início, nunca foi exatamente um projeto fechado. Entre cursos, oficinas, textos e experimentos com tecnologias digitais, o que foi se formando ao longo dos anos foi um espaço de investigação prática — ao mesmo tempo pedagógico, experimental e reflexivo.
Estar ali, entre as iniciativas selecionadas, não funciona apenas como reconhecimento institucional, mas como uma inscrição em um campo mais amplo: o da educação midiática como prática cultural, política e formativa.
A Oficina segue em movimento. E, de certo modo, esse mapa também passa a fazer parte da sua própria cartografia.
